Artistas que ajudam a contar a história do sertanejo
Os dossiês individuais conectam origem, carreira, repertório, shows e memória audiovisual. Eles formam o centro da navegação por personalidades deste núcleo.

Marília Mendonça
Compositora e cantora criada em Goiânia, referência da sofrência e do protagonismo feminino.
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Leandro & Leonardo
Da origem em Goianápolis à projeção nacional do sertanejo romântico.
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Zezé Di Camargo & Luciano
Origem em Pirenópolis, repertório romântico e uma carreira de alcance nacional.
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Jorge & Mateus
Dupla de Itumbiara ligada à consolidação do sertanejo universitário.
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Gusttavo Lima
Trajetória profissional conectada a Goiânia, grandes shows e repertório popular.
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Bruno & Marrone
Dupla formada em Goiás, marcada por vozes complementares e repertório romântico.
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Maiara & Maraisa
Dupla fortemente ligada à indústria musical de Goiânia e ao protagonismo feminino.
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Cristiano Araújo
Cantor goiano cuja carreira, repertório e memória permanecem relevantes no gênero.
Abrir dossiê →Por que o sertanejo se tornou parte da identidade de Goiás
A música sertaneja não nasceu em um único estado nem em uma única década. Ela deriva de tradições rurais, modas de viola, duplas caipiras, rádio, circo, festas e migrações. Goiás, porém, tornou-se um dos principais territórios de produção, consumo e promoção do gênero. Uma dissertação da Universidade Federal de Goiás analisa justamente o sertanejo como vertente da identidade goiana e destaca o papel do estado na geração, produção e divulgação de artistas.
Essa relação aparece na memória familiar e na economia contemporânea. A viola e a canção rural convivem com estúdios, escritórios de gestão, festivais, plataformas digitais e campanhas publicitárias. Goiânia se transformou em ponto de encontro para compositores, empresários, músicos e artistas de diferentes origens. Por isso, falar em “sertanejo em Goiás” exige separar tradição cultural, trajetórias de artistas nascidos no estado e a indústria profissional construída na capital.
Das modas de viola ao rádio regional
Antes da explosão comercial dos anos 1990, o repertório sertanejo já circulava em festas, emissoras e apresentações do interior. Duplas como João Goiano & Goiazinho e outros intérpretes ligados ao universo caipira ajudaram a manter a linguagem da viola, da vida rural, da religiosidade e das relações familiares. Artistas de outros estados, como Tonico & Tinoco e Tião Carreiro & Pardinho, também influenciaram o público goiano.
O rádio teve papel decisivo porque encurtou distâncias. Programas musicais apresentavam novos nomes, divulgavam bailes e permitiam que canções alcançassem cidades sem grande estrutura de shows. Em Goiânia, festivais e ambientes como o antigo Comunicasom também revelaram a força da música popular e criaram oportunidades de palco. O mercado que mais tarde se profissionalizaria nasceu dessa circulação persistente entre interior e capital.
A explosão nacional dos anos 1990
Leandro & Leonardo e Zezé Di Camargo & Luciano simbolizam a entrada definitiva de artistas goianos no centro da indústria fonográfica. Leandro e Leonardo eram ligados a Goianápolis. Zezé e Luciano são naturais de Capela do Rio do Peixe, distrito de Pirenópolis, conforme a biografia oficial da dupla. Suas histórias combinam origem rural, deslocamento para Goiânia, busca por gravadoras, rádio e repertório romântico.
O sucesso de “É o Amor”, lançado em 1991, consolidou uma estética de grandes refrões e letras sentimentais. O projeto televisivo “Amigos”, com Leandro & Leonardo, Zezé Di Camargo & Luciano e Chitãozinho & Xororó, ampliou o alcance do gênero. Chitãozinho & Xororó são paranaenses, não goianos, mas participaram de uma geração nacional conectada ao repertório que também projetava Goiás. A precisão de origem ajuda a compreender influência sem apropriar trajetórias de outros estados.
Goiânia como capital de criação e gestão
Com o crescimento das carreiras, Goiânia atraiu estúdios, produtores, músicos, compositores, escritórios, fornecedores de palco e profissionais de comunicação. A cidade oferece proximidade com artistas, custo operacional competitivo e uma rede que entende o funcionamento do sertanejo. Uma música pode ser composta em uma roda, produzida em estúdio, testada em show e apresentada a escritórios sem que o profissional deixe a região metropolitana.
Essa concentração também atrai artistas nascidos fora de Goiás. Gusttavo Lima nasceu em Presidente Olegário, Minas Gerais, e construiu parte relevante de sua trajetória profissional em Goiás. Henrique & Juliano são tocantinenses. Maiara & Maraisa nasceram em Mato Grosso. Eles fazem parte da indústria sediada ou fortemente conectada a Goiânia, mas não devem ser apresentados como naturais do estado. A distinção fortalece a credibilidade do acervo.
Sertanejo universitário e novas gerações
Nos anos 2000, o repertório incorporou batidas mais urbanas, linguagem direta, festas universitárias e produção audiovisual. Jorge & Mateus, naturais de Itumbiara segundo sua biografia oficial, começaram a cantar juntos em 2005 e ganharam projeção com um trabalho gravado em Goiânia. A dupla se tornou uma referência da fase conhecida como sertanejo universitário, que aproximou o gênero de públicos jovens sem abandonar temas românticos.
Bruno & Marrone, Cristiano Araújo, Matheus & Kauan e outros nomes reforçaram a associação entre Goiás e o sertanejo. Cada trajetória possui origem e cronologia próprias. O que as conecta é a existência de um mercado regional capaz de oferecer músicos, repertório, produção, divulgação e gestão. O gênero deixou de depender apenas do disco e passou a operar com DVDs ao vivo, redes sociais, plataformas, festivais e calendários extensos de shows.
Vozes femininas e a transformação do repertório
A ascensão de Marília Mendonça mudou o protagonismo feminino e a linguagem do gênero. Nascida em Cristianópolis e criada em Goiânia, ela começou como compositora e ganhou projeção interpretando histórias de relacionamentos a partir de uma perspectiva feminina direta. Seu impacto ajudou a abrir espaço para outras mulheres e consolidou a “sofrência” como linguagem popular.
Maiara & Maraisa, Simone & Simaria e outras artistas ampliaram a presença feminina em palcos e rankings, embora nem todas sejam naturais de Goiás. Goiânia funcionou como centro de composição, gravação e gestão. A mudança foi econômica e cultural: mulheres deixaram de ser apenas personagens das canções e assumiram autoria, voz, liderança de equipe e poder de negociação.
O sertanejo como cadeia econômica
Um show movimenta muito mais do que cachê. Há compositores, músicos, técnicos de áudio e luz, cenografia, transporte, segurança, hotelaria, alimentação, bilheteria, publicidade e produção audiovisual. Escritórios negociam agendas, contratos, marcas e lançamentos. Editoras e associações administram direitos. Plataformas distribuem gravações e dados.
Goiânia passou a concentrar parte dessa cadeia. A AudioMix, fundada e sediada na capital segundo seu perfil institucional, tornou-se conhecida por gestão de carreiras e eventos. O VillaMix foi reconhecido por lei municipal como festa tradicional de Goiânia. Esses marcos mostram como uma cultura musical pode gerar empresas, empregos e turismo, mas também exigem análise de contratos, riscos, sustentabilidade e mudanças do mercado.
Explore o ecossistema sertanejo em Goiás
Depois das trajetórias dos artistas, avance para a rede de empresas, eventos, rádio, moda, pecuária e novos talentos que sustenta o gênero.
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Compositores, estúdios, escritórios, rádio, televisão e casas de show.
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Exposições, rodeios, festivais e calendário estadual.
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Gestão artística, festival e expansão do entretenimento.
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Marcas, acessórios, figurinos e mercado country.
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Novos artistas e duplas ligados ao ecossistema goiano.
Acessar →O futuro do sertanejo produzido em Goiás
O próximo ciclo será definido por dados, internacionalização, audiovisual, inteligência artificial e novas formas de relacionamento com fãs. Ao mesmo tempo, a força continuará dependendo de algo antigo: canção capaz de representar experiências humanas. Ferramentas podem prever desempenho e acelerar produção, mas não substituem identidade, interpretação e confiança.
Goiás possui vantagem porque reúne memória, público, talentos e infraestrutura. Para preservar essa posição, precisa formar profissionais, documentar sua história e valorizar tanto a música de raiz quanto as linguagens contemporâneas. O sertanejo é patrimônio cultural e indústria criativa; compreender os dois lados é o caminho para explicar sua relevância sem reduzir o gênero a celebridades.
Perguntas frequentes
Não. Ele nasceu em Presidente Olegário, Minas Gerais, e construiu parte importante de sua carreira no ecossistema musical ligado a Goiás.
Não. A dupla é originária do Paraná, embora tenha forte influência na geração que projetou o sertanejo romântico nacional.
Entre os exemplos documentados estão Zezé Di Camargo & Luciano, naturais de distrito de Pirenópolis, e Jorge & Mateus, de Itumbiara.
Fontes e referências
Os dados e marcos citados foram organizados a partir das fontes abaixo. Indicadores econômicos e programas públicos podem ser atualizados por seus responsáveis.
- Música e políticas culturais — Secult Goiás
- A música sertaneja como vertente da identidade goiana — UFG
- Biografia oficial de Zezé Di Camargo & Luciano
- Biografia oficial de Jorge & Mateus
- VillaMix no calendário oficial de Goiânia
- AudioMix Eventos — perfil institucional
- Música sertaneja goiana — Conexão Escola SME