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WikiGoiás · Personalidades do esporte

André Goiano: Vila Nova, Flamengo aos 15 anos e Guarani

A primeira grande viagem foi feita de ônibus e carregava uma mistura de medo, saudade e certeza: o futebol era o único plano que André conseguia enxergar.

Atualizado em 1º de agosto de 2026 · Por Equipe Editorial WikiGoiás

André Goiano em ação pelo Vila Nova

O início no Vila Nova

André cresceu em Goiânia olhando o futebol como possibilidade de mudança. No Vila Nova, encontrou formação, identidade e uma rotina que exigia sacrifício. A camisa colorada se tornaria o fio condutor de sua história, mesmo quando a carreira o levou para outros clubes e países.

Um clássico contra o Goiás no OBA mudou tudo. André teve atuação de destaque e chamou a atenção de um observador do Flamengo.

A viagem ao Rio aos 15 anos

Meses depois, com apenas 15 anos, André pegou um ônibus noturno para o Rio de Janeiro. Um funcionário do Flamengo o recebeu na rodoviária. Longe dos pais e dos amigos, ele entrou em uma categoria que reunia jovens talentosos e encontrou Sávio, que se tornaria nome importante do clube.

Nos treinamentos, André se destacou. O Flamengo quis mantê-lo em definitivo e apresentou uma negociação que envolvia atletas para o Vila Nova. A diretoria colorada não aceitou. Para o adolescente, a notícia foi devastadora.

Quase desistência e apoio da família

André voltou a Goiânia acreditando que o sonho havia terminado. Pensou em abandonar o futebol. O pai e a família o convenceram a continuar. Pouco depois, o Santos também demonstrou interesse, mas o Vila Nova pretendia mantê-lo até a formação profissional.

A frustração, vista anos depois, tornou-se um dos capítulos mais importantes de sua mensagem. André aprendeu que uma oportunidade perdida não define o limite de uma carreira.

Guarani e a conquista da Copinha

Um observador do Guarani o viu em novo clássico contra o Goiás. André foi emprestado e encontrou em Campinas um ambiente de alto nível, com atletas como Djalminha, Luizão e Amoroso.

Em 1994, o Guarani chegou à final da Copa São Paulo contra um São Paulo invicto. O treinador Pupo Gimenez lembrou ao grupo que retrospecto não ganha jogo. A equipe entrou acreditando que a preparação poderia superar o favoritismo e conquistou o título.

Para André, a final representou a prova de que uma palavra de confiança pode alterar o desempenho de um grupo. Essa ideia permaneceria viva em suas palestras e no trabalho com jovens.

Fontes e documentos

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