
Hailé Pinheiro
Presidente e presidente de honra
Assumiu a presidência pela primeira vez em 1963, aos 26 anos, e dedicou mais de cinco décadas ao clube. Seu nome identifica o estádio e simboliza a transformação patrimonial e esportiva do Goiás.
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Da calçada iluminada por um poste, em 1943, à Serrinha lotada: a história, os títulos, os dirigentes, os ídolos e a identidade de um dos maiores símbolos do futebol goiano.
O Goiás nasceu pequeno, sem patrimônio e sem a estrutura que hoje caracteriza o clube. A grandeza veio depois — construída por fundadores, dirigentes, atletas, funcionários e torcedores que transformaram uma equipe criada na rua em uma instituição reconhecida em todo o país. Para o esmeraldino, o clube não é apenas uma sequência de campeonatos: é memória de família, rádio ligado no domingo, camisa herdada, arquibancada, sofrimento, orgulho e pertencimento.
Esta página organiza a história do Goiás por fases e entidades: fundação, títulos, estádio, presidentes, dirigentes, ídolos, rivalidades, redes oficiais e situação esportiva em 2026. O conteúdo atual distingue a antiga presidência executiva do modelo de Conselho de Administração implantado após a mudança estatutária de 2023.
| Informação | Registro |
|---|---|
| Endereço institucional | Av. Edmundo Pinheiro de Abreu, 721, Setor Bela Vista, Goiânia |
| Estádio principal | Estádio Hailé Pinheiro, conhecido como Serrinha |
| Maior título nacional | Campeonato Brasileiro Série B — 1999 e 2012 |
| Título regional | Copa Centro-Oeste — 2000, 2001 e 2002 |
| Título interestadual recente | Copa Verde — 2023 |
| Campanhas internacionais | Libertadores de 2006 e vice-campeonato da Copa Sul-Americana de 2010 |
A origem do Goiás é uma das narrativas mais simbólicas do futebol brasileiro. Na noite de 6 de abril de 1943, um grupo de amigos se reuniu na casa dos irmãos Lino e Carlos Barsi, no Centro de Goiânia. A conversa sobre a criação de um clube ficou animada e barulhenta; a reunião terminou deslocada para a calçada da Rua 23, sob a iluminação de um poste. Foi naquele cenário improvável, sem sede e sem dinheiro, que começou uma história destinada a ocupar lugar central no esporte do estado.
Os primeiros uniformes também traduzem a precariedade e a solidariedade daquela fase. O América Mineiro doou nove camisas listradas em verde e branco, insuficientes para uma equipe completa. O Goiás precisou completar o uniforme com camisas brancas. O primeiro adversário foi o Atlético Goianiense, e os treinos aconteciam em um campo de terra próximo ao antigo Estádio Olímpico.
Durante as duas primeiras décadas, o clube conviveu com dificuldades e com a força de adversários já estabelecidos. A virada estrutural começou na década de 1960, quando a diretoria negociou a compra de uma área na antiga Fazenda Macambira. O terreno se tornaria a Serrinha e daria ao Goiás patrimônio, campo, sede, identidade geográfica e condições para crescer.
O clube é criado na Rua 23 por um grupo ligado aos irmãos Lino e Carlos Barsi.
A aquisição do terreno na antiga Fazenda Macambira abre o caminho para a estrutura patrimonial esmeraldina.
Depois de anos de resistência, o Goiás conquista o estado e inicia a transformação em potência regional.
O clube disputa a Taça Brasil em 1967 e, em 1973, estreia na estrutura do Campeonato Brasileiro moderno, chegando a vencer o Flamengo por 1 a 0.
O vice-campeonato nacional simboliza a consolidação do clube além das fronteiras de Goiás.
A Serrinha recebe o Kashima Antlers, do Japão, e ganha um estádio que se tornaria a casa emocional da torcida.
O Goiás conquista a Série B e encerra a década de 1990 com uma das fases mais vitoriosas de sua história.
Três títulos consecutivos reforçam a liderança esportiva do clube na região.
A campanha no Brasileiro de 2005 leva o Goiás à Copa Libertadores de 2006.
O time chega à decisão continental contra o Independiente e fica a uma disputa de pênaltis do título.
O segundo título nacional confirma a capacidade de reconstrução e retorno à elite.
O Goiás acrescenta uma taça regional à sua história e amplia o acervo de conquistas oficiais.
O verde não é apenas a cor da camisa. Tornou-se uma identidade social compartilhada por famílias de Goiânia e de cidades de todo o estado. O torcedor é chamado de esmeraldino; o time, de Verdão. O periquito se consolidou como mascote, enquanto a Serrinha funciona como território afetivo e símbolo de casa.
Os clássicos contra Vila Nova e Atlético Goianiense concentram algumas das maiores tensões do calendário local. O confronto com o Vila Nova mobiliza identidades populares e familiares que atravessam gerações. O duelo com o Atlético-GO ganhou peso nacional à medida que os dois clubes passaram a se encontrar também nas principais divisões brasileiras. A antiga rivalidade com o Goiânia permanece indispensável para compreender a formação histórica do futebol da capital.
A torcida também acompanha as mudanças de casa. Durante décadas, o Estádio Serra Dourada foi palco de grandes públicos, finais e campanhas nacionais. A modernização da Serrinha fortaleceu o retorno ao estádio próprio, aproximando o campo da arquibancada e transformando cada partida em uma experiência mais concentrada.
Além das taças, algumas campanhas possuem valor histórico comparável ao de um título. O vice-campeonato da Copa do Brasil de 1990 colocou o Goiás em uma final nacional. O terceiro lugar no Campeonato Brasileiro de 2005 levou o clube à Libertadores. Em 2010, a chegada à final da Copa Sul-Americana produziu uma das noites mais dolorosas e, ao mesmo tempo, mais orgulhosas da história esmeraldina.
O pentacampeonato goiano entre 1996 e 2000 representa outro período de domínio. Mais do que acumular troféus, aquela sequência estabeleceu uma geração de jogadores, dirigentes e torcedores acostumada a disputar títulos todos os anos. Consulte também o levantamento de maiores artilheiros do Goiás.

O Estádio Hailé Pinheiro foi inaugurado em 8 de fevereiro de 1995, em amistoso contra o Kashima Antlers, do Japão. A primeira partida oficial ocorreu contra o Inhumas, pelo Campeonato Goiano, com vitória do Goiás por 3 a 1.
A capacidade aparece de maneiras diferentes nas fontes do próprio clube. A página institucional informa 13 mil torcedores; o sistema oficial de ingressos para partidas da Série B de 2026 apresentou capacidade operacional de 14.525. A variação pode refletir reformas, setores liberados e configurações específicas de cada evento.
Endereço: Avenida Edmundo Pinheiro de Abreu, 721, Setor Bela Vista, Goiânia.
O nome homenageia Hailé Pinheiro, dirigente cuja vida se confundiu com o crescimento do clube. A Serrinha reúne estádio, sede administrativa e parte de um complexo esportivo que nasceu da decisão visionária de adquirir o terreno ainda na década de 1960. Em 2014, o complexo passou a homenagear Ruarc Douglas Ferreira, ex-presidente ligado àquela aquisição.
A administração do Goiás passou por diferentes modelos. Durante décadas, a figura do presidente executivo concentrou a condução cotidiana do clube. Após a reforma estatutária de 2023, o comando passou a ser exercido por um Conselho de Administração, apoiado por direção executiva profissional e pelo Conselho Deliberativo.

Presidente e presidente de honra
Assumiu a presidência pela primeira vez em 1963, aos 26 anos, e dedicou mais de cinco décadas ao clube. Seu nome identifica o estádio e simboliza a transformação patrimonial e esportiva do Goiás.

Ex-presidente e conselheiro
Figura decisiva na aquisição da área da Serrinha na década de 1960. O complexo esportivo do clube recebeu seu nome em reconhecimento a essa contribuição.

Presidente executivo a partir de 2017
Assumiu após a renúncia de Sérgio Rassi, inicialmente em um projeto emergencial, e conduziu o clube em um período de reorganização esportiva.
Presidente executivo de 2021 a 2023
Eleito para o triênio iniciado em 2021, sucedeu o modelo anterior de gestão e, em 2026, aparece como presidente do Conselho Deliberativo.

Presidente do Conselho de Administração
Aclamado em dezembro de 2023 para presidir o novo Conselho de Administração. A FGF e o site oficial o identificam como presidente do clube em 2026.
Fundador e patrono
Um dos irmãos ligados à reunião de fundação de 1943. O clube preserva oficialmente seu nome como patrono e referência de origem.
| Área | Nome | Função |
|---|---|---|
| Conselho de Administração | Aroldo Guidão Filho | Presidente |
| Conselho Deliberativo | Paulo Rogério Pinheiro | Presidente |
| Diretoria Executiva | Leonardo Pacheco | Diretor executivo |
| Futebol | Michel Alves | Diretor de futebol |
| Marketing e Comunicação | Jessica Rezende | Diretora |
A história esmeraldina foi escrita por atletas de diferentes épocas. Macalé e Japonês aparecem associados ao primeiro título goiano. Lincoln marcou o gol da primeira vitória do clube no Campeonato Brasileiro moderno, contra o Flamengo, em 1973. Nos anos seguintes, o Goiás revelou, recuperou e projetou jogadores que passaram a representar o futebol do estado em todo o país.
Entre os nomes ligados a páginas próprias no WikiGoiás estão Túlio Maravilha, artilheiro que transformou gols em espetáculo; Fernandão, atacante formado no clube e símbolo de liderança; Uidemar, meio-campista de identificação histórica; e Paulo Nunes, personagem de uma geração vitoriosa.
Harlei construiu uma das trajetórias mais longas de um goleiro com a camisa verde. Araújo, Dill, Dimba, Grafite, Lúcio, Rodrigo Tabata, Rafael Moura e tantos outros participaram de equipes que marcaram campeonatos estaduais, acessos, competições nacionais e noites internacionais. A lista de ídolos não é fechada: muda conforme a geração, a memória familiar e o tipo de contribuição que cada torcedor valoriza.
Em 2026, o Goiás disputa o Campeonato Brasileiro da Série B e mantém o Estádio Hailé Pinheiro como principal mando de campo. O calendário da temporada também inclui competições organizadas pela Federação Goiana de Futebol e pela CBF, de acordo com a classificação esportiva e os regulamentos vigentes.
Como classificação, elenco, comissão técnica e tabela se alteram durante o ano, esses dados devem ser acompanhados nos canais oficiais. A página histórica preserva fatos duradouros, enquanto as informações de temporada são identificadas pelo ano para evitar que um momento passageiro seja confundido com a trajetória completa do clube.
Em 6 de abril de 1943, no Centro de Goiânia, a partir de uma reunião ligada aos irmãos Lino e Carlos Barsi.
Aroldo Guidão Filho preside o Conselho de Administração. Paulo Rogério Pinheiro preside o Conselho Deliberativo.
O Estádio Hailé Pinheiro, conhecido como Serrinha, no Setor Bela Vista, em Goiânia.
O clube registra 28 conquistas do Campeonato Goiano, entre 1966 e 2018.
Sim. A classificação veio com o terceiro lugar no Campeonato Brasileiro de 2005, e a participação ocorreu em 2006.
Sim. Foi vice-campeão da Copa Sul-Americana de 2010, após decisão contra o Independiente, da Argentina.