O futebol só se transforma em patrimônio quando é vivido por pessoas. A história do CRAC reúne fundadores, atletas, dirigentes, trabalhadores, famílias e torcedores que atribuíram significado à camisa muito antes de qualquer resultado aparecer na tabela.
O clube mais antigo em atividade
O CRAC nasceu em 1931, quando Catalão já exercia papel econômico importante no sudeste goiano. A fundação criou uma instituição esportiva capaz de reunir moradores, trabalhadores, comerciantes e jovens em torno de uma identidade comum. O futebol deixou de ser apenas atividade recreativa e passou a representar a cidade em torneios regionais.
A força do interior
Durante décadas, competir contra equipes da capital exigiu viagens, arrecadações e mobilização local. O CRAC transformou essa distância em característica própria. O Leão do Sul passou a representar a ideia de que o interior poderia organizar equipes fortes, formar jogadores e disputar títulos sem abrir mão de suas raízes.
Campeão goiano de 1967
A conquista de 1967 colocou Catalão no topo do futebol estadual. O título interrompeu a concentração de troféus na capital e mostrou a força competitiva de uma equipe do interior. O clube voltaria à decisão em outras oportunidades, mantendo presença constante entre os adversários mais respeitados do campeonato.
O bicampeonato de 2004
Trinta e sete anos depois, o CRAC voltou a ser campeão goiano. O título de 2004 consolidou uma marca exclusiva: nenhum outro clube do interior venceu mais de uma vez a primeira divisão estadual. A conquista reativou memórias antigas e ofereceu a uma nova geração a experiência de celebrar Catalão como capital do futebol goiano.
Campanhas nacionais
O Leão disputou Série C, Série D e Copa do Brasil em diferentes fases. A participação nacional é especialmente importante para clubes do interior, porque amplia receitas, visibilidade e calendário. Cada jogo no Genervino conecta Catalão a outras regiões e transforma o estádio em vitrine da cidade.
Crises, reconstruções e presidentes
A trajetória também teve períodos de dificuldades financeiras e necessidade de reorganização. Elson Barbosa, José Silvano, José Borges da Silva, Roberto Silva e outros dirigentes aparecem em registros locais de diferentes ciclos. A sobrevivência do clube dependeu da capacidade de unir setor público, iniciativa privada e comunidade.
Rumo ao centenário
A gestão iniciada por Thadeu Botêga Aguiar estabeleceu discurso de respeito aos 94 anos de história e preparação para o centenário. O clube lançou nova identidade visual, retomou categorias de base, abriu loja oficial e passou a discutir modelos de governança e modernização sem abandonar o patrimônio simbólico do Leão.