A entrada de Murilo Andrade em 2007 marcou a transição para uma segunda geração de gestão. O processo combinou crescimento, tecnologia, novas empresas e profissionalização de estruturas.

1. Retorno a Goiás

Murilo cursou Direito na PUC-SP e trabalhou em empresas de São Paulo antes de retornar ao negócio familiar. A experiência externa permitiu observar outros modelos de gestão e trazer repertório para uma empresa já consolidada.

2. Crescimento de 500%

Entre 2007 e 2013, o faturamento da Adão aumentou 500%, segundo perfil empresarial publicado sobre a sucessão. O resultado coincidiu com expansão imobiliária, novas unidades e fortalecimento das equipes.

3. Profissionalização

Empresas familiares enfrentam o desafio de separar relações pessoais, propriedade e gestão. A continuidade depende de papéis definidos, indicadores, governança e capacidade de formar executivos além da família.

4. Tecnologia

Murilo passou a defender vendas digitais, uso de dados e melhoria de processos. Em podcast sobre tecnologia e valores, foi apresentado como CEO da Adão, fundador da glück e diretor de empresas ligadas à construção e incorporação.

A tecnologia no mercado imobiliário inclui CRM, leads, assinatura digital, automação, mídia, análise de estoque e acompanhamento de equipes.

5. Diversificação

A segunda geração participou da expansão do ecossistema de marcas e da presença regional. A empresa passou a trabalhar lançamentos, loteamentos, revenda e unidades segmentadas.

6. Valores e cultura

O discurso de crescimento foi associado à valorização de pessoas, treinamento e responsabilidade. A continuidade das certificações GPTW tornou a cultura um elemento de reputação.

7. Limites e desafios

Escala também gera desafios: manter identidade, evitar burocracia, integrar operações e responder à saída de lideranças. O mercado goiano registra vários executivos formados na Adão que posteriormente criaram novas empresas.

8. Governança e decisões familiares

A sucessão em uma empresa familiar exige regras para propriedade, liderança e participação de parentes. Nem todo herdeiro precisa ocupar cargo executivo, e posições de gestão devem ser associadas a competência e responsabilidade.

A profissionalização também cria espaço para diretores externos, conselhos e indicadores que reduzam dependência de decisões informais.

9. Transformação do corretor digital

A venda digital não elimina o corretor; altera sua função. O profissional precisa responder rapidamente, interpretar dados do lead, produzir conteúdo e conduzir etapas que começaram sem contato presencial.

A Adão investiu na melhoria do corretor on-line e na integração de plataformas. O desafio é evitar automação genérica e manter qualidade da orientação.

10. Continuidade de propósito

A segunda geração precisa demonstrar que mudanças de processo não significam abandono do propósito original. A Adão passou a comunicar a ideia de “promover prosperidade para a vida das pessoas”, conectando clientes, corretores e colaboradores.

A coerência entre propósito, metas e decisões é o que transforma uma frase institucional em cultura. A sucessão é testada quando a empresa precisa escolher entre crescimento rápido e preservação de confiança.

11. Fontes

Perguntas frequentes

Quando Murilo Andrade entrou na gestão?

Em 2007.

Quanto a empresa cresceu entre 2007 e 2013?

O perfil empresarial registra crescimento de 500% no faturamento.

A Adão investiu em tecnologia?

Sim. A segunda geração associou crescimento a processos digitais, dados e gestão.

A sucessão encerrou a presença dos fundadores?

Não. Ela representa a entrada de uma nova geração em uma empresa familiar consolidada.