
Cora Coralina — Todas as Vidas
O documentário brasileiro Cora Coralina — Todas as Vidas, dirigido por Renato Barbieri, percorre fases da trajetória e teve lançamento comercial em 2017.
O longa documental dirigido por Renato Barbieri acompanha a infância, a saída de Goiás, as décadas vividas em São Paulo e o retorno à cidade natal. A ficha divulgada pela Câmara Legislativa do Distrito Federal registra 74 minutos de duração e uma construção que combina depoimentos, representação e material de memória.
O título “todas as vidas” é coerente com a multiplicidade biográfica: menina de Vila Boa, escritora de jornais, mãe, trabalhadora, doceira, autora idosa e personalidade pública. O filme organiza essas fases por linguagem audiovisual, não como reprodução integral de uma biografia escrita.
Interpretação e vozes femininas
A ficha do filme reúne atrizes e participantes como Tereza Seiblitz, Walderez de Barros, Camila Márdila, Beth Goulart e Zezé Motta, entre outros nomes. A multiplicidade de intérpretes reforça a ideia de fases e perspectivas.
Em uma obra biográfica, interpretação não equivale a documento. Figurino, cenografia, montagem e atuação constroem uma leitura. O espectador deve distinguir imagens de arquivo, depoimentos e cenas encenadas.
Registro de lançamento e circulação
A Ancine registra o lançamento comercial brasileiro em 14 de dezembro de 2017, com distribuição nacional. A obra já havia circulado em mostras e sessões anteriores, como a programação divulgada pela CLDF em 2016.
A distinção entre ano de produção, primeira exibição em festival e lançamento comercial é importante. Portais frequentemente usam uma única data para todo o percurso, produzindo contradições evitáveis.
Outros vídeos, entrevistas e documentários
O Museu Casa de Cora Coralina mantém uma página dedicada a vídeos e documentários, indicando a existência de diferentes registros audiovisuais associados à autora e à instituição. Entrevistas televisivas também integram sua memória pública.
Cada vídeo deve ser identificado por título, produtor, data e natureza. Um trecho publicado em rede social pode ser recorte de programa maior e não deve receber legenda ou data sem verificação.
A Cidade de Goiás como espaço audiovisual
A paisagem da Casa Velha, do Rio Vermelho e do Centro Histórico oferece força visual, mas o filme biográfico precisa manter Cora no centro. A cidade explica parte de sua formação e de sua obra; não deve transformar a escritora em guia turística.
O caminho editorial correto conecta o dossiê audiovisual da personalidade ao núcleo municipal de cinema e às páginas do museu. Assim, uma busca por Cora encontra a pessoa, e uma busca por filmagens na cidade encontra o território.
Perguntas frequentes
Existe filme sobre Cora Coralina?
Sim. Cora Coralina — Todas as Vidas é um documentário dirigido por Renato Barbieri.
Quando o filme foi lançado?
A Ancine registra lançamento comercial em 14 de dezembro de 2017; o filme já circulava em mostras antes disso.
Qual a duração?
A ficha da CLDF informa 74 minutos.
As cenas são todas de arquivo?
Não. O documentário combina diferentes recursos, incluindo interpretação, depoimentos e construção audiovisual.
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Linha do tempo
As datas organizam a trajetória, mas cada marco ganha sentido quando ligado ao trabalho, à circulação editorial e às mudanças do Brasil.
Continuar →Obra literária
A produção reúne poesia, prosa, memória, observação social e literatura para crianças, com livros publicados em vida e depois de 1985.
Continuar →Poemas dos Becos
O livro que abriu sua bibliografia transforma a Cidade de Goiás em espaço literário observado a partir dos becos e das vidas colocadas à margem.
Continuar →Meu Livro de Cordel
O segundo livro publicado reafirma uma voz que aproxima narrativa, ritmo, experiência cotidiana e formas populares de circulação da palavra.
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Continuar →Contos e literatura infantil
A poeta também foi narradora: jornais, contos, histórias de casa, infância e imaginação formam uma parte essencial de sua bibliografia.
Continuar →Cidade e memória
A cidade não é fundo decorativo: é personagem, arquivo social e campo de disputa entre lembrança, beleza, desigualdade e transformação.
Continuar →Cotidiano e vozes femininas
A literatura coralineana encontra grandeza nas vidas pouco celebradas sem esconder as estruturas que as tornavam invisíveis.
Continuar →Fontes e método de apuração
O WikiGoiás confrontou registros institucionais, catálogos bibliográficos e pesquisas acadêmicas. A biografia distingue fatos documentados, interpretação literária e representação audiovisual. Divergências de grafia ou cronologia são explicadas em vez de ocultadas.
Revisão editorial: 20 de agosto de 2026. Correções acompanhadas de documento podem ser encaminhadas pela política de correções.