A trajetória de Romes Xavier na comunicação de Goiás possui alicerces profundos que antecedem o sucesso nos grandes microfones esportivos da capital. Na década de 1980, na cidade de Goiatuba, localizada no próspero sul do estado, ele iniciou sua jornada profissional imerso na engenharia operacional e de programação da lendária Rádio Goiatuba.

1. A Engenharia Oculta da Mesa de Som

Atuar no rádio do interior na era analógica impunha um rigor extremo de sincronismo e atenção. Longe do automatismo digital contemporâneo, Romes Xavier dominou o controle técnico operando toca-discos de vinil, gravadores de fita rolo e a complexa cronometragem das inserções comerciais obrigatórias. Essa imersão nos bastidores moldou sua disciplina técnica de estúdio.

Destaque Histórico: A vivência profissional como operador de som conferiu a Romes Xavier uma percepção aguçada de tempo e ritmo que, futuramente, diferenciaria a dinâmica e a agilidade plástica de suas transmissões esportivas nos estádios.

2. Programação e a Identidade Artística

Além da operação mecânica de áudio, ele exerceu funções estratégicas na coordenação musical e na formatação da grade informativa da emissora. Essa função técnica refinou seu tato e sensibilidade junto à audiência local, identificando com precisão o timing exato para a transição entre blocos jornalísticos e o entretenimento radiofônico.

Fase Administrativa Atribuições Técnicas exercidas Legado Prático na Carreira
Operação de Áudio Mesa de som, edição analógica de rolo Rigor milimétrico com o tempo no ar e a plástica comercial.
Programação Musical Curadoria e controle de blocos artísticos Compreensão profunda da preferência e conexão popular.
Apoio de Externa Logística técnica de transmissões de rua Visão sistêmica da comunicação e valorização da equipe de apoio.