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WikiGoiás · Anápolis

Catedral Bom Jesus da Lapa

A história da Catedral Bom Jesus começa com novenas populares de dona Terezona, passa pela capela concluída em 1916 e chega à criação da Diocese de Anápolis em 1966.

Atualizado em 12 de agosto de 2026 · Por Equipe Editorial WikiGoiás

Como nasceu a devoção ao Bom Jesus em Anápolis?

A tradição municipal atribui o início da devoção a Maria Teresa de Jesus, dona Terezona, lavadeira baiana que trouxe de Bom Jesus da Lapa uma estampa religiosa e realizava novenas em sua casa na antiga Rua Nova, hoje Rua 7 de Setembro.

O crescimento das novenas até assumir dimensão de romaria mostra uma origem popular anterior à transformação do culto em estrutura paroquial e depois catedral.

1913–1916: da festa organizada à primeira capela

Em 1913, o pároco espanhol Henrique Oliver Isquierdo, da Igreja Sant’Ana, organizou a festa com uma comissão de paroquianos. Entre eles estava o professor e farmacêutico Faustino Plácido do Nascimento, também baiano.

Em 1914 começou o esforço para erguer uma capela. A construção foi concluída em 1916, no chamado Largo Novo — espaço que depois recebeu os nomes Largo Bom Jesus, Praça da Bandeira e, por fim, Praça Bom Jesus.

1935: elevação a paróquia

Com o aumento do número de fiéis, uma igreja maior passou a ser necessária. Em 1935, a comunidade foi elevada à condição de paróquia, tendo o cônego João Olímpio Pitaluga como primeiro pároco, segundo a narrativa histórica publicada pela Prefeitura.

A transformação institucional mostra como uma devoção doméstica se converteu em um dos eixos religiosos do centro da cidade.

1966: a igreja torna-se catedral

A criação da Diocese de Anápolis, em 1966, mudou o estatuto da igreja: ela passou a ser a Catedral do Senhor Bom Jesus. O primeiro bispo foi Dom Epaminondas José de Araújo.

Esse marco conecta a história do templo à organização territorial da Igreja Católica em Goiás e ajuda a explicar a centralidade religiosa de Anápolis para municípios da região.

Catedral e Praça Bom Jesus como conjunto urbano

A Catedral não deve ser lida isoladamente. A Praça Bom Jesus reúne camadas de urbanização, vida cívica e memória arquitetônica do centro. Próximos dali, Mercado Municipal e Museu Histórico permitem construir um roteiro que cruza fé, comércio e administração pública.

Para buscas de turismo religioso, essa rede de relações é mais útil do que uma simples lista de horários de missa: ela explica por que o lugar é relevante para a formação da cidade.

A catedral continua sendo centro da vida religiosa da cidade

A importância da Catedral Bom Jesus não termina na cronologia da construção. A Diocese de Anápolis continua usando o templo como referência para celebrações que reúnem comunidades de várias paróquias. Em 2025, a própria Diocese registrou que a celebração de Corpus Christi em Anápolis ocorre há mais de 40 anos e atualmente se concentra na Praça Bom Jesus.

Isso ajuda a entender a catedral como patrimônio vivo: o valor turístico e histórico está ligado à função religiosa que continua ativa. Para quem visita o centro, a leitura mais completa é observar em conjunto Catedral, Praça Bom Jesus, calendário litúrgico e a formação urbana do entorno.

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