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WikiGoiás · Anápolis

Museu Histórico de Anápolis Alderico Borges de Carvalho

O museu ocupa um casarão de cerca de 1892 ligado ao primeiro intendente de Anápolis e reabriu em 2026 após revitalização estrutural e reorganização do acervo.

Atualizado em 12 de agosto de 2026 · Por Equipe Editorial WikiGoiás

O que torna o Museu Histórico de Anápolis especial?

O museu funciona em um casarão construído por volta de 1892, originalmente residência e comércio de José da Silva Batista, o Zeca Batista, primeiro intendente da antiga Vila de Sant’Anna das Antas. O prédio possui 14 cômodos e preserva técnicas construtivas do fim do século XIX.

Isso faz do edifício parte do acervo: antes mesmo de observar documentos e objetos, o visitante está dentro de uma construção diretamente ligada à formação política do município.

Adobe, pau-brasil, aroeira e telhas coloniais

A descrição municipal registra paredes de adobe e alvenaria de tijolo, estrutura de madeira de pau-brasil e aroeira, pisos de tábuas, trechos de cimento queimado, cobertura de telha de barro colonial e forro de madeira.

O conjunto ajuda a materializar técnicas construtivas de um período em que Anápolis ainda era a Vila de Sant’Anna das Antas.

Zeca Batista: primeiro intendente e depois governador de Goiás

José da Silva Batista, conhecido como coronel Zeca Batista, é apresentado pela Prefeitura como primeiro intendente do município em 1892 e personagem associado à consolidação administrativa local. A mesma fonte registra que ele chegou a governar Goiás em 1909 e morreu em 1910.

Assim, a casa conecta uma história municipal a uma história estadual e oferece uma âncora concreta para explicar o nascimento institucional de Anápolis.

De residência a casa paroquial, colégio e moradia de frades

Depois do período da família, o imóvel foi adquirido pela Igreja de Santana e teve diferentes usos: casa paroquial, Colégio Paroquial Dom Bosco e, já na década de 1940, moradia temporária de frades norte-americanos que assumiram a paróquia.

A sucessão de usos torna o casarão um documento da transformação social do centro da cidade.

1971–1975: organização do acervo e abertura à comunidade

Alderico Borges de Carvalho, neto de Zeca Batista, readquiriu o imóvel com intenção de preservar a memória familiar. Em fevereiro de 1971, a comissão organizadora do museu recebeu as chaves em comodato. Entre 1971 e 1975, o acervo foi organizado com doações de famílias e o espaço sediou atividades culturais.

O Museu Histórico foi inaugurado e aberto à comunidade em julho de 1975. Em 18 de julho de 1985, a doação definitiva do imóvel ao Município foi formalizada. O tombamento municipal veio em 1991.

Reabertura em 2026 depois de revitalização

Em 30 de abril de 2026, o museu foi reinaugurado após obras de revitalização. A Prefeitura informou melhorias físicas, reorganização do acervo e adequações de acessibilidade e conforto.

O trabalho de restauro foi realizado pelo Instituto Histórico e Cultural Jan Magalinski, com financiamento da Política Nacional Aldir Blanc. A reabertura recolocou o espaço na rota de estudantes, pesquisadores e visitas educativas.

O que o acervo ajuda a documentar

A Prefeitura descreve documentos, fotografias e objetos de diferentes períodos da formação de Anápolis. Em visitas guiadas realizadas em 2026, o museu destacou itens como uma das primeiras televisões usadas na cidade, uma maquete que representa Anápolis em 1904 e uma mesa cirúrgica associada ao médico e missionário James Fanstone.

Esses objetos permitem construir páginas futuras por temas — saúde, comunicação, urbanização e memória familiar — em vez de tratar o museu apenas como ponto turístico.

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Fontes para consulta e verificação

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