1. Patrimônio como estratégia

Clubes de futebol podem gastar grandes valores em elencos sem construir ativos permanentes. A trajetória recente do Atlético Goianiense apresenta caminho diferente: parte importante do crescimento foi convertida em estádio, centros de treinamento, imóveis e equipamentos.

No encerramento de 2025, o patrimônio imobiliário consolidado foi registrado em R$ 185,593 milhões, equivalente a 80,8% do ativo total. O número inclui imobilizado e propriedades mantidas para investimento.

2. Três grandes complexos

O relatório identifica o Estádio Antônio Accioly, com 29.710 m² e avaliação de R$ 78,7 milhões; o CT Urias Magalhães, com 43.605 m² e avaliação de R$ 66,5 milhões; e o terreno do Jardim Buriti Sereno, em Aparecida de Goiânia, com 64.060 m² e avaliação indicada em R$ 11 milhões na tabela dos complexos.

Também foram registradas aquisições de imóveis na Vila Operária e terreno da Fazenda São Jorge, mantendo possibilidades de expansão e valorização futura.

3. Infraestrutura que gera desempenho e receita

O estádio aproxima o torcedor, oferece espaços comerciais e sustenta a identidade de Campinas. O CT profissional reduz dependências externas e melhora a preparação. A estrutura de formação cria condições para desenvolver jovens e gerar direitos econômicos.

A lógica empresarial aparece quando a infraestrutura cumpre várias funções ao mesmo tempo: esportiva, comercial, patrimonial e institucional.

4. Investimento contínuo e prudente

Em 2025, o clube realizou obras em vestiários, gramado, iluminação, acessibilidade, drenagem, sala de VAR e comunicação no Accioly, além de nova academia no CT Urias Magalhães. O relatório também registra sistema de energia solar operacional.

A orientação para 2026 foi de prudência, priorizando conservação e intervenções de menor investimento. Visão de longo prazo também significa proteger o caixa depois de construir.