1. Uma carreira atravessada pela mudança tecnológica
Jordevá Rosa começou a trabalhar em televisão quando a produção dependia de câmeras analógicas, fitas e ilhas físicas de edição. O envio de uma reportagem exigia tempo, equipamentos e uma estrutura muito diferente da atual.
Nas décadas seguintes, acompanhou a digitalização das redações, o aumento da velocidade de edição, a internet, os sistemas móveis e a possibilidade de transmitir ao vivo utilizando equipamentos compactos.
2. Da fita ao arquivo digital
A substituição das fitas por arquivos digitais alterou armazenamento, edição e circulação. Reportagens passaram a ser recuperadas mais rapidamente, copiadas sem perda física e distribuídas para diferentes plataformas.
Para gestores de jornalismo, a transição exigiu treinamento de equipes e reorganização de processos. Não se tratava apenas de trocar equipamentos, mas de redefinir prazos e responsabilidades.
3. O telespectador como participante
O Repórter Cidadão foi criado antes da explosão das redes sociais. A proposta de receber imagens do público ganhou escala quando os smartphones passaram a registrar acontecimentos e enviá-los instantaneamente para a redação.
A participação ampliou a capacidade de localizar fatos, mas também aumentou a necessidade de verificação. Jordevá alerta que redes sociais e grupos de mensagens misturam informação, opinião e conteúdo falso.
4. Televisão e YouTube
Segundo o jornalista, a TV Serra Dourada foi a primeira emissora de Goiás a estruturar um canal voltado especificamente ao telejornalismo no YouTube. O objetivo era permitir que reportagens continuassem acessíveis depois da exibição na televisão.
A iniciativa antecipou um comportamento que se tornou central: o público deixou de depender do horário fixo e passou a consumir cortes, entrevistas e reportagens sob demanda.
5. Princípios que permanecem
A tecnologia reduziu distâncias e acelerou a publicação, mas não eliminou a apuração. Identificar fontes, confirmar documentos, ouvir versões diferentes e contextualizar continuam sendo tarefas fundamentais.
A trajetória de Jordevá representa uma ponte entre gerações: ele trabalhou no modelo analógico, liderou a adaptação digital e passou a produzir conteúdo também para rádio, redes sociais e plataformas de vídeo.